quinta-feira, abril 04, 2013


Repensando...


            Já tem muito tempo que penso: “qual a utilidade desse blog para mim?”. A ideia era fazer renascer em mim a paixão pela escrita. Mas eu perdi o hábito, me distanciei, perdi a inspiração... E ela vem assim em lapsos nem sempre aproveitados porque tenho outra coisa para fazer (não necessariamente outra coisa importante para fazer). E aí o tempo vai passando e esse espaço fica esquecido.
            Há pouco tempo, surgiu em mim outra indagação: “qual o sentido da gente se expor tanto hoje?”. Tudo a gente compartilha: o livro que leu, a roupa que comprou, o passeio que fez, a comida que comeu... Qual o sentido? Eu sempre gostei da troca de experiência, aquele papo com amigos/colegas/ou meros desconhecidos que nos ensina algo. Ela tem esse mesma sensação de dividir, compartilhar, porém com muito mais aproveitamento. Hoje, para mim, tudo parece uma grande exibição.
            Minhas perguntas sobre a vida virtual não param por aí: “por que todo mundo tem opinião sobre tudo?”, “por que ninguém respeita a opinião alheia?”, “por que tanta atitude virtual e nenhuma real?”... E minhas ações estão inclusas nessas perguntas.
            Por que escrevi tudo isso? A inspiração veio agora pouco quando vi que o blog de uma amiga virtual querida vai sair do ar. O motivo é porque eu estou mudando. Porque estou sentindo necessidade de mudanças. Nova fase. Provavelmente mais silenciosa. Ou apenas mais discreta.


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quarta-feira, março 06, 2013


Guarany, meu colégio Guarany*


Eu não era a mais popular do colégio. Também não era a excluída. Eu tinha um grupo que sempre estava aberto para novos integrantes. De alguma forma inexplicável, tinha o carinho e a proteção dos garotos bagunceiros e dos nerds. Não era a melhor aluna da turma, mas era considerada inteligente pelos professores. E, como toda filha única, eu sempre amei aquele lugar onde estava sempre cercada de amigos.
Estudei no Colégio Guarany dos 6 aos 14 anos de idade. Da 1ª a 8ª série. Minha formação como pessoa, sem dúvidas, foi lá. Tive meu primeiro grupo, conheci o primeiro amor, a primeira briga, o primeiro beijo... Ainda posso me lembrar com perfeição de cada canto daquela escola pequena e simples. Lembro dos rostos dos professores, lembro das histórias... Ali eu estava sempre segura. Éramos uma família do tipo que tem alguns integrantes indesejados, mas a maioria era amada.
Saí de lá em 2000. Assim como quase toda a turma. O colégio passava por dificuldades e fomos atrás do sonho do vestibular. Não nos reunimos mais. Lógico que alguns ficaram por perto, mas os 45 alunos da turma 181 nunca mais se reencontraram por completo.
Outro dia, um amigo da turma decidiu reunir a turma num encontro. Claro que não deu certo. Éramos só cinco. Mas foi tão bom!!! Ficamos horas relembrando o passado e rindo das nossas próprias histórias. E sabe o que foi melhor disso? Reaproximamos a turma (mesmo que virtualmente) e outro encontro está para acontecer.

*trecho do hino do colégio. O único que sabíamos cantar
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